Tolerâncias e decisão
Tolerâncias gerais para cotas sem tolerância indicada
Uma cota sem tolerância ao lado segue a tolerância geral indicada no desenho, por exemplo “GB/T 1804-m”. Consulte a classe e a faixa de tamanho na tabela: na GB/T 1804-2000, a classe m permite ±0,2 mm de acima de 6 mm até 30 mm e ±0,3 mm de acima de 30 mm até 120 mm. Salvo indicação em contrário, uma peça fora da tolerância geral não deve, em regra, ser reprovada se sua função não for prejudicada.
Nesta página
- O que é uma tolerância geral?
- Onde o desenho diz qual classe vale
- Como ler a tabela de dimensões lineares
- Como consultar uma cota: exemplos resolvidos
- Raios, chanfros e ângulos
- Quando uma cota ganha tolerância própria
- Julgando uma cota contra a tolerância geral
- Praticando no KELIBRON
- Referências
- Veja como se faz
- Pratique no laboratório
- Perguntas
O que é uma tolerância geral?
A GB/T 1804-2000 define tolerâncias gerais como as tolerâncias garantidas nas condições usuais de uma oficina. Uma cota que segue a tolerância geral não leva desvios limites próprios. A norma cobre dimensões lineares (externas, internas e de degrau, diâmetros, raios, distâncias, raios externos e alturas de chanfro), ângulos — inclusive ângulos retos que em geral não são cotados — e as dimensões de conjuntos usinados. Aplica-se a dimensões obtidas por corte de metal e por estampagem comum; outros materiais e processos podem adotá-la por referência.
Ficam de fora os ângulos cobertos pela GB/T 1184 e os ângulos de polígonos regulares. Não se aplica a cotas auxiliares entre parênteses, a cotas teoricamente exatas em moldura, nem a cotas cobertas por outra norma de tolerâncias gerais.
Onde o desenho diz qual classe vale
A GB/T 1804-2000 tem quatro classes: f (fina), m (média), c (grosseira) e v (muito grosseira). O desenho indica a norma e a classe perto da legenda, nas exigências técnicas ou num documento referenciado, como uma norma da empresa (cláusula 6). Para a classe m a indicação é GB/T 1804-m. Para ler as demais cotas de um desenho, veja o guia em inglês “reading sizes on a drawing”.
A GB/T 1804-2000 é adoção equivalente (eqv) da ISO 2768-1:1989; um desenho pela norma internacional diz ISO 2768-m. Se o seu desenho cita a ISO 2768, consulte a tabela própria dela; este artigo cita a norma chinesa.
Como ler a tabela de dimensões lineares
A Tabela 1 da GB/T 1804-2000 lista os desvios permitidos para dimensões lineares, em milímetros: uma linha por classe e uma coluna por faixa de tamanho, de 0,5–3 mm até acima de 2000 até 4000 mm. Cada faixa inclui seu valor superior: “acima de 6 até 30” inclui 30 mm. Quanto mais fina a classe e menor o tamanho, menor o desvio. Tire os valores da própria norma; os dois usados nos exemplos abaixo são classe m, acima de 6 até 30 mm: ±0,2 mm, e classe m, acima de 30 até 120 mm: ±0,3 mm.
Como consultar uma cota: exemplos resolvidos
- Ache a classe na indicação de tolerância geral.
- Ache a faixa que contém o tamanho nominal.
- Leia o desvio e some-o ao tamanho nominal dos dois lados.
Com a indicação GB/T 1804-m: um comprimento de 50 mm cai em “acima de 30 até 120”, então pode ir de 50 ± 0,3, ou seja 49,7 a 50,3 mm. Um diâmetro de 12 mm cai em “acima de 6 até 30”: 12 ± 0,2, ou seja 11,8 a 12,2 mm. Um comprimento de exatamente 30 mm ainda pertence a “acima de 6 até 30” e leva ±0,2, não ±0,3.
Raios, chanfros e ângulos
Raios externos e alturas de chanfro têm tabela própria (Tabela 2 da GB/T 1804-2000), na qual as classes f e m dividem uma linha e as classes c e v outra. Os ângulos se consultam pelo comprimento do lado mais curto (Tabela 3); para um ângulo de cone, pelo comprimento da geratriz do cone. Uma tolerância geral angular controla apenas a direção geral das linhas ou elementos de linha das superfícies, não seus erros de forma.
Quando uma cota ganha tolerância própria
A GB/T 1804-2000 pede que os desvios limites sejam escritos depois da cota quando a função exige tolerância menor que a geral, ou quando uma tolerância maior é permitida e sai mais barata. Uma cota entre duas superfícies feitas por processos diferentes, por exemplo uma usinada e uma fundida, segue a maior das duas tolerâncias gerais.
Exemplo: na classe m, um diâmetro de Ø25 mm teria ±0,2 mm permitidos. Um eixo cotado como Ø25 0/−0,05 tem tolerância própria, bem menor, e só ela vale: 24,95 a 25,00 mm.
Julgando uma cota contra a tolerância geral
A cláusula 7 da GB/T 1804-2000 diz que, salvo indicação em contrário, uma peça que excede uma tolerância geral não deve, em regra, ser reprovada se sua função não for prejudicada. O Anexo A explica por quê: a tolerância que a função permite costuma ser maior que a tolerância geral, então um excedente ocasional raramente prejudica a peça. Só quando a função é prejudicada a peça é reprovada.
O mesmo anexo diz que as cotas sob tolerância geral em geral não precisam ser inspecionadas quando a precisão usual da oficina está garantida; a oficina deve medir e avaliar sua precisão usual e conferi-la por amostragem. Para aceitação por medição, a GB/T 3177-2009 iguala os limites de aceitação das cotas sem ajuste e das cotas de tolerância geral aos limites de tamanho (margem de segurança A = 0; veja limites de aceitação).
Exemplo: sob GB/T 1804-m, um comprimento de 50 mm medido em 50,36 mm está 0,06 mm além de 50,3 mm. Registre como fora da tolerância geral; se a peça é reprovada depende da função e do que dizem o contrato ou o desenho.
Praticando no KELIBRON
Toda peça do laboratório leva seus próprios desvios limites, então nenhum item do laboratório usa tolerância geral; as tabelas de tolerância geral se exercitam no papel. O laboratório julga por aceitação simples: um valor dentro do intervalo fechado da tolerância passa, usando o valor corrigido antes de ser arredondado para a escala. Ele não dá veredito quando a faixa de tolerância é menor que duas divisões do instrumento ou quando o valor fica a menos de meia divisão de um limite, e uma medição inválida nunca passa.
Na cena de prática, um paquímetro digital de 0,01 mm mede o eixo Ø25 0/−0,05 mm, feito em 24,98 mm: ele passa pela própria tolerância, que é a que vale — não pelos ±0,2 mm que uma tolerância geral de classe m permitiria.
Referências
- GB/T 1804-2000《一般公差 未注公差的线性和角度尺寸的公差》 · 国家质量技术监督局
- ISO 2768-1:1989 — General tolerances — Part 1: Tolerances for linear and angular dimensions without individual tolerance indications · ISO
- GB/T 3177-2009《产品几何技术规范(GPS) 光滑工件尺寸的检验》 · 国家质量监督检验检疫总局、国家标准化管理委员会
Como os guias são conferidos contra estas fontes: About KELIBRON (em inglês).
Veja como se faz
Assistir no laboratório → Acompanhar passo a passo →
Reproduzida no laboratório a partir dos comandos do próprio simulador; a leitura e, quando houver, o veredito vêm do modelo de medição.
Pratique no laboratório
Perguntas
O que significa ISO 2768-m num desenho?
Cotas sem tolerância própria seguem a classe m (média) da ISO 2768-1. A GB/T 1804-2000 adota a ISO 2768-1:1989 de forma equivalente; sua Tabela 1 dá para a classe m ±0,2 mm de acima de 6 até 30 mm e ±0,3 mm de acima de 30 até 120 mm.
Uma peça fora da tolerância geral é sempre reprovada?
Não. Pela GB/T 1804-2000, salvo indicação em contrário, não deve em regra ser reprovada se a função não for prejudicada.
Qual tolerância vale para um comprimento de 30 mm na classe m?
±0,2 mm: a faixa “acima de 6 até 30” inclui 30 mm.
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